Já não tenho um filho único

Por vezes há coisas que faz doer na alma

Aqui temos duas crias com 25m de diferença. Hoje, olho para a Mi e vejo o quão pequenino e carente era o Vi com a mesma idade. E lembro que estava gravíssima…

E dói na alma. Dói o “perder” da mãe, porque afinal deixou de ser filho único, tão pequeno.

E depois olho para ela e dói, nunca ter tido o privilégio de ser filha única. Sempre sempre a partilhar pai e mãe, e a “sobreviver” com um irmão a chamar e marcar o seu lugar.

Ser pais não é fácil. É provavelmente o acto mais masoquista e sádico da nossa existência.

Dói, por tudo e por nada, porque fazemos e erramos e podíamos ter feito melhor.

Dói porque podíamos ter feito de outra maneira, mais cedo ou mais tarde.

E aprendemos todos os dias.
E arrependermos milhares de vezes.
E erramos demasiadas vezes.

É também a melhor coisa do mundo, o nosso coração cresce cá fora e cada aquisição, evolução, etapa é uma mega Vitória e uma festa!

É uma autêntica montanha russa!!!
Maravilhosa, dramática, emocionante, frustrante, de arrancar cabelos e de morrer de rir e de amor todos os dias, imensas vezes por dia!

Hoje não sei se faria o mesmo, desta forma. Mas é uma deliciosa loucura! Maravilhosa aventura!

escrito em 11.08.2019

Renascer uma família é difícil.

Nascer como irmão mais velho, que deixa de ser filho único é difícil.

Perder uma mãe para a partilhar e dividir com outro alguém é difícil.

Esse alguém que eles entendem como que a roubar o que é deles.

De quem não gostam ou sabem quem é.

Ser mãe de dois é difícil.

Puerpério é difícil. Hormonas é difícil.

Ter uma rede de apoio é fundamental, pedir ajuda, evitar o caminho para um babyblues ou depressão pós parto é fundamental.

.Descansar quando o bebé descansa é urgente! Tanto quanto comer.

E nós não somos as super heroínas que conseguimos fazer tudo e não temos de o fazer nem devemos sequer tentar.

adicionado em 18.05.2021